13º BEIC iniciará projeto piloto de “Equoterapia” gratuita para pessoas com deficiência

Será realizada no dia 22 de fevereiro, às 14 horas, no auditório do 13º Batalhão de Ensino, Instrução e Capacitação, uma reunião presidida pelo Tenente Coronel PM Sérgio Barros Bispo, Comandante do 13º BEIC, para dar início ao projeto piloto de “Equoterapia”, método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência. O apoio financeiro e administrativo vem da entidade filantrópica – Associação Educativa de Inclusão e Cidadania – ASSEDIC. O início das sessões de Equoterapia do Centro de Tratamento em “Equoterapia” do 13º BEIC será apresentado para autoridades, entidades e parceiros da nossa região.

O 13º BEIC vai colocar em prática um projeto que já vem dando certo em outras cidades, a exemplo de Itabuna e até mesmo na capital Salvador e agora chegou a vez de Teixeira de Freitas. As sessões de “equoterapia” acontecerão uma vez por semana, com duração média de 30 minutos. O ambiente de atendimento é diferente de um consultório, favorece a interação com a natureza, suas diversidades e enriquecem o trabalho.

A equipe de profissionais da “equoterapia” é composta por médico, fisioterapeuta, psicólogo, fonoaudiólogo, enfermeiro,psicopedagogo, educador físico, pedagogo, assistente social e equitador com formação em equoterapia, dentre esses profissionais uma ainda, a psicóloga, dispõe de formação em equoterapia pela ANDE BRASIL (que é a funcionária cedida da Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas, pela Secretaria de Educação). Os voluntários participaram do Curso de Equitação para Equoterapia, ministrado pelo senhor Gilton Argolo, com carga horária de 40 horas, durante o período de 04 à 08 de dezembro de 2017 e a partir desta data, estão sendo oferecidas aulas práticas de equitação, três vezes por semana pelo Sr. Wilson M. Júnior – Equitador.

 

O tratamento equoterápico requer algumas precauções ou até mesmo é contraindicado em alguns casos como osteoporose, rigidez articular, luxação de quadril, distrofia muscular, epilepsia, hidrocefalia, amputação, hipertensão, obesidade, quadros inflamatórios e infecciosos, alergias. Diante disso, somente após avaliação da equipe os objetivos individuais serão traçados, obedecendo a necessidade e a condição física e psicológica de cada praticante (nome dado ao paciente que frequenta as sessões de “equoterapia”, uma vez que este não é um sujeito passivo pois durante as sessões, ele participa ativamente), os atendimentos serão iniciados para 7 (sete) praticantes, portadores de deficiências e ou patologias , como autismo, síndrome de Down, hiperatividade, paralisia cerebral, entre outras. Temos três Cavalos: Landarim, Meladinho e Mussum, que foram selecionados, cedidos e serão os grandes facilitadores do nosso trabalho, por isso são carinhosamente chamados de co-terapeutas e anjos de quatro patas. Os cavalos desempenham o papel principal na Equoterapia.

Além de toda a contribuição nos ganhos físicos, há uma melhora muito significativa no ganho de autoestima, segurança, confiança em si

mesmo, já que o cavalo, através do seu porte altivo, grande e com muito garbo, mostra-se parceiro, obediente e aliado do praticante. Trata-se de um método abrangente, que vem sendo cada vez mais utilizado como terapia, por ser realizado ativamente, em ambiente diferente das terapias convencionais, onde o praticante e o cavalo criam uma relação muito íntima, colaborando para que ótimos resultados sejam realmente alcançados.

A “Equoterapia” tem sido muito explorada por vários profissionais no mundo inteiro com resultados muito positivos, comprovados por vários praticantes e suas famílias. A ANDE-BRASIL (Associação Brasileira de Equoterapia) respalda a formação dos profissionais, fiscaliza e participa dos resultados, através de artigos e experiências que são enviadas pelos profissionais. Baseados nisto, contamos com a contribuição de uma profissional com o curso de Equoterapia da ANDE, e o tratamento que será iniciado a partir daqui, não poderá ter outro resultado, senão o ganho de experiências motoras e sensitivas que contribuirão muito para seu desenvolvimento, fortalecimento emocional através do contato com o cavalo e as situações que são criadas durante as sessões de equoterapia.

Por: Comunicação Social do 13º BEIC

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