Câmara instaura CPI para apurar fraude em licitação na Prefeitura de Itamaraju

A Câmara Municipal de Itamaraju instaurou na sessão ordinária da noite de terça-feira, 19, uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, para apurar possíveis crimes cometidos pelo prefeito Marcelo Angênica, do PSDB.

Segundo a denúncia, que foi protocolada por seis parlamentares, o gestor municipal teria utilizado documentos falsos para receber diárias e passagens, com o objetivo de visitar uma indústria que produz mini usinas utilizadas para tapar buracos.

De acordo com o documento, Marcelo Angênica e seu Secretário de Obras, Antônio Charbel, teriam apresentado atestados de comparecimento falsos alegando que estariam na cidade de Salvador no mesmo dia em que estavam no estado de São Paulo.

Ainda segundo os documentos da CPI, o prefeito Municipal teria viajado para São Paulo e lá negociou previamente o valor de compra da máquina, o que é proibido por lei. Na época o gestor chegou a confessar durante entrevista numa rádio local que de fato ajustou os preços antes da licitação. A empresa visitada por Angênica foi a única participante da licitação e também a vencedora.

Os vereadores questionam ainda o fato de que, para burlar a fiscalização do Tribunal de Contas e da própria Câmara, o gestor não teria enviado os documentos da licitação ao TCM, numa tentativa de ocultar possíveis ilicitudes.

A abertura da CPI só ocorreu após duas outras tentativas. Na primeira sessão, a gestão municipal teria orientado que os vereadores da sua base aliada não comparecessem para evitar quórum. Já na segunda tentativa, ocorrida no dia 12, o gestor teria convocado servidores contratados e nomeados que promoveram baderna e até tentativa de depredação do prédio legislativo.

Alguns parlamentares chegaram a relatar que o prefeito Marcelo Angênica teria ofertado até R$ 150 mil para que vereadores retirassem seu nome do documento, no entanto a tática teria falhado após a divulgação da existência áudios e vídeos que supostamente envolviam diretamente o gestor na negociação, inclusive na casa de um dos parlamentares.

Na ocasião a polícia chegou a ser acionada quando o motorista do prefeito, conhecido como “Galego”, invadiu a plenária e chegou a ameaçar dois dos parlamentares que assinaram o pedido de CPI. Os vereadores registraram ocorrência e a Polícia Civil deve investigar o caso.

Alguns parlamentares informaram à nossa reportagem que irão apresentar um pedido de afastamento cautelar do prefeito Marcelo Angênica pelo período em que durarem as investigações da CPI, justamente para que o mesmo não tente utilizar a estrutura da máquina pública para obstruir os trabalhos da comissão.

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