A escola é um dos ambientes mais ricos para a formação de valores e atitudes.
É nela que crianças e jovens aprendem não apenas conteúdos acadêmicos, mas também noções de cidadania, respeito e responsabilidade. Por isso, incluir a sustentabilidade na sala de aula é mais do que uma escolha pedagógica: é um compromisso com o futuro do planeta e com a construção de uma sociedade mais equilibrada.
Quando falamos em práticas sustentáveis dentro do espaço escolar, não nos referimos apenas a projetos pontuais, mas à criação de uma cultura de cuidado com o meio ambiente. Isso pode começar com pequenas atitudes, como reduzir o uso de copos descartáveis, incentivar o reaproveitamento de materiais e promover a economia de energia elétrica e de água. São mudanças simples que, além de diminuir o impacto ambiental da escola, servem como exemplos concretos para os alunos.
Uma das práticas mais inspiradoras é a criação de hortas escolares. Além de aproximar os estudantes da natureza, elas permitem que aprendam, de forma prática, sobre alimentação saudável, ciclos naturais e responsabilidade coletiva. Cuidar de uma horta exige paciência, dedicação e cooperação, valores que se estendem para além do ambiente escolar.
Outro recurso poderoso é a implementação da coleta seletiva. Separar resíduos, reaproveitar papel ou transformar materiais recicláveis em trabalhos artísticos estimula a criatividade e reforça a importância de dar um destino correto ao lixo. Essas atividades também podem ser conectadas a projetos de matemática (com cálculos de peso e volume), artes (criação de peças a partir de recicláveis) e ciências (estudo da decomposição de materiais).
Além das ações práticas, a sala de aula pode se tornar um espaço de reflexão crítica. Debates sobre mudanças climáticas, documentários ambientais e projetos interdisciplinares ajudam os estudantes a compreender a complexidade dos problemas ecológicos e a buscar soluções inovadoras. O papel do professor é fundamental nesse processo, atuando como mediador que estimula a curiosidade e o pensamento crítico.
Outro caminho inspirador é o uso da tecnologia a favor da sustentabilidade. Aplicativos de monitoramento de consumo, jogos educativos sobre preservação e visitas virtuais a parques nacionais podem ampliar o repertório dos alunos e conectá-los a realidades diferentes da sua. A tecnologia, nesse caso, deixa de ser apenas entretenimento e se torna uma ferramenta de transformação.
É importante destacar que a sustentabilidade não deve se limitar a uma disciplina específica. Ela precisa estar presente de forma transversal em todo o currículo, mostrando que cuidar do planeta é responsabilidade de todos e pode ser aplicado em diferentes áreas do conhecimento.
Ao adotar práticas sustentáveis, a escola não apenas ensina conteúdos, mas inspira atitudes. Cada estudante que aprende a importância do respeito ao meio ambiente leva esse conhecimento para sua família e para a comunidade, tornando-se um multiplicador de boas práticas. Prospectar obras
No fim, a sustentabilidade na sala de aula é mais do que um conjunto de projetos: é uma semente plantada em cada aluno, que florescerá em ações concretas no presente e no futuro
Fonte: Izabelly Mendes.
