ITAMARAJU – A luta contra as doenças endêmicas no Extremo Sul da Bahia ganhou novos capítulos de urgência. O avanço de arboviroses como a dengue, somado ao risco de circulação de zika, chikungunya, mantém alerta para equipes da Vigilância Epidemiológica das Prefeituras na região do extremo sul baiano.
Uarden Dantas, chefe de equipe dos agentes de endemias falou sobre uma nova ideia que ajudará no reforço e no combate aos mosquitos transmissores de doenças.

“Preocupados com o combate às endemias em nossa cidade, tivemos que inovar com a confecção de um panfleto adesivo, para ser colado nas casas daqueles moradores que por ventura não estejam em casa quando um agente visitar o seu endereço para averiguar os possíveis focos de mosquitos. Essa foi uma das formas de comunicação entre o profissional e os moradores ausentes”, disse o chefe dos agentes de combate às endemias.

Segundo a Coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Joice Almeida, a atuação dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), sempre ficava comprometida através de reclamações de moradores que afirmavam que não estavam visitando as residências, mas agora com o advento do panfleto, ficou provado que o trabalha está sendo realizado normalmente. O cenário exige uma mobilização imediata que una o poder público e a população local.
A nível estadual, a Bahia registrou uma queda expressiva no número de notificações, totalizando 32.715 casos prováveis de dengue no último balanço anual consolidado, o que representa uma redução de 86% em comparação ao ano anterior.
No entanto, as autoridades de saúde reforçam que o município de Itamaraju não pode baixar a guarda. O primeiro semestre do ano anterior registrou um aumento significativo nas confirmações locais, e o clima quente e úmido da região acelera o ciclo de vida do Aedes aegypti.
