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Jovem de Ibirapitanga no Baixo Sul da Bahia, é destaque nos estudos e no empreendedorismo

O ibirapitanguense, Alisson Caló, com 21 anos, tem muita história para contar.Filho de dona Domingas e sr. Arenilson, o jovem foi criado pelo padastro, o comerciante Roberto, conhecido como Beto de Nalvão. Alisson cresceu sabendo que a educação era algo indispensável. Sem acesso as tecnologias para pesquisar e realizar atividades escolares, ele e seus irmãos se viravam com as opções disponíveis na vizinhança. Alisson se dedicou bastante para alcançar a faculdade. Deixou fanfarra, amigos e sua rotina de vida para priorizar os estudos. O tempo dedicado trouxe resultados. Apesar de ser um ano difícil, intenso, 2017 o rendeu inúmeras aprovações. Alisson conseguiu passar em engenharia de Alimentos no Instituto Federal Baiano, curso que queria, e o mesmo curso na UESB. Ganhou 100% de bolsa para arquitetura, pelo ProUni, na particular em itabuna. Decidiu cursar engenharia de alimentos no IF-Baiano, campus Uruçuca. Hoje, na reta final do curso, indo para o oitavo semestre, Alisson é só gratidão. Por tempo integral, ou seja, o dia todo na instituição, esse jovem não teve como trabalhar, as contas não paravam de chegar. Ele tinha que pagar aluguel, alimentação e outros. Os pais mandavam dinheiro, mas Alisson sabia que eles tinham outras prioridades. Recorrendo aos auxílios da Universidade, Alisson foi se virando como podia. Aos poucos a independência financeira veio surgindo e dona Domingas pôde cuidar mais da saúde e de outras necessidades. Nas férias de 2018, o rapaz trocou a folga por trabalhos em litorais. Em Serra Grande atuou como cozinheiro em uma pizzaria. O dinheiro era guardado para o ano inteiro. Alisson nunca teve férias, de verdade, nesse período de estudos, nem natais e ano novo em família. Trabalhando incansavelmente, ele garante o suficiente para se manter. Serra Grande, Barra Grande, Itacaré, todos esses lugares conhecem um pouco da luta desse ibirapitanguense. Com a chegada da Pandemia, suspensão das aulas presenciais, o masterchef abriu o seu próprio negócio, uma confeitaria delivery. Morando em Itacaré ele se tornou vendedor de bolos, doces, ainda precisava entregar encomendas, fazia extras em risorts e realizava aulas remotas. No momento, está trabalhando em um café, na Orla.

“Minha relação com a gastronomia é afetiva. Desenvolvi essa habilidade desde pequeno, com a minha mãe, minha base, que sempre cozinhou maravilhosamente bem. Lembro-me de acordar cedo e ir para a frente da TV anotar as receitas que passavam. Eu e ela, fazíamos sempre isso.
Daí eu desenvolvi muito apreço pela gastronomia e confeitaria, e sempre fui treinando. E sempre fui muito bem elogiado. Daí não parei de estudar, virou meu hobbie, e hoje é minha profissão, o meu sustento, mesmo eu não sendo formado nisso. Eu atuo tanto na área que as pessoas acham que eu faço gastronomia. Mas é só um dom. É do meu dom que eu tiro meu sustento. Até que eu termine o meu curso e comece a ganhar um pouco mais, para mudar de vida, essa será a minha rotina. Não significa que irei abandonar a gastronomia/confeitaria. Essa área sempre estará comigo e ela será muito útil na minha futura profissão. Graças a esse dom, eu consigo me manter, ter prestígio, reconhecimento e sustento. Se não fosse isso, talvez eu nem conseguisse me manter na faculdade”, comentou Alisson.

Disse ainda que se sente recompensado por todo o esforço na trajetória universitária. O filho da Domingas é um pesquisador da FAPESB, atua na linha de pesquisa de inovação e tecnologia em cacau e chocolate, na faculdade. Produz chocolate. Foi indicado para um reality de chocolate e cacau, pelos professores, e chegou a final.

Muitos sentem orgulho do Profissional que ele se tornou. O primeiro da família, por parte de pai, e de mãe, a passar numa faculdade pública e federal. Sabem que está trilhando um bom caminho. Prova disso são as indicações feitas por professores.

“Tenho muito orgulho de mim também, são muitas dificuldades, mas eu sigo, e colho os resultados. Isso não tem preço”, concluiu.

A gastronomia, engenharia, confeitaria, apesar da semelhança nos nomes, são caminhos diferentes. Essa reportagem é para impulsionar nossos jovens a não desacreditarem nos sonhos. Mesmo sendo de família humilde, morando em cidade com poucas oportunidades, podemos alcançar dias melhores com a nossa força de vontade.

Essa é a história do cozinheiro, confeiteiro, futuro engenheiro e pesquisador. Um estudante que adoça a vida das pessoas com um belo exemplo de vida. Uma fonte de inspiração.

Quem tiver interesse em conhecer mais sobre o trabalho de Allison, pode está acessando o Instagram : @comacucarcomafeto32 Informações de Daniel Gonçalves, texto do site Ibira Online

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