Psicóloga Camila Jardim Fala sobre o ciúmes

Acredita-se que quem ama, sente ciúmes, pois se pararmos para pensar, fomos ensinados desde a infância que sentir ciúmes é super normal, e inclusive ajuda a intensificar o sentimento de amor dentro da relação, seja por parte de pai/ mãe, irmãos e etc.

O problema é quando esse tipo de pensamento deixa abertura para o ciúme patológico. Você sente que sentir esse tal ciúme começa a causar uma sensação dolorosa, provocando problemas nos seus relacionamentos, gerando desconfianças constantes, brigas, violência verbal, psicológica e física e até mesmo homicídios.

Mas até você pode pensar, mas Camila, eu não seria capaz de cometer um crime por conta de ciúmes, ok, tudo bem… porém sintomas patológicos não acontecem da noite para o dia.
Você já parou para perceber que grande parte do ciúme patológico acontece dentro de si, com frequência de pensamentos obsessivos em relação a outra pessoa em questão, levantando hipóteses de com quase certeza de que está sendo traído, enganado, passado para trás? Você já parou para pensar que acredita que nenhuma pessoa pela qual você se interessa, pode prestar, ser de confiança, quando na verdade é algo que mora dentro de você? E não necessariamente na pessoa em questão?

O ciúme patológico pode ser definido como sentimento doloroso causado pela suspeita de infidelidade da pessoa amada, zelo; angústia provocada por sentimento exacerbado de posse.

Este precisa ser detectado e tratado por profissionais qualificados. Pessoas que sofrem desse mal, muitas vezes são redicularizados (a), chamados de loucos (a), neuróticos (a), e têm suas vidas completamente conturbadas.

O ciumento patológico passa grande parte do tempo com pensamentos obsessivos, o tempo inteiro convivendo com a quase certeza de que está sendo traído, enganado, passado para trás.

Se você se sente assim, compreendo que talvez você não consegue acreditar que possa ser digno de receber amor, fidelidade, sinceridade em suas relações, e mesmo que esteja sendo, vive como se não estivesse, pois acredita que sempre irá ser trocado (a) a qualquer momento.

Tenta buscar indícios, estalkear redes sociais, buscar provas em objetos pessoais da pessoa amada em busca de evidências para a sua suspeita, perde o senso de privacidade e o respeito que a (o) parceira (a) precisa ter. Telefonam demasiadamente tentando controlar os passos do outro e, o que é pior, ainda que nada encontre, continua sofrendo e tendo certeza de que a qualquer momento vai descobrir alguma coisa.

E ainda há situações em que julga ser capaz de adivinhar os pensamentos, muitas vezes afirmando ter certeza de que seu (sua) parceiros/as está desejando outras pessoas.

O sofrimento é agudo e argumentos racionais parecem insuficientes para neutralizar essa dor ou mesmo amenizá-la.

E se você realmente se sente assim, saiba que é necessário buscar as causas e geralmente isso tem relação com níveis muito baixos de auto-aceitação, desenvolvimento deficiente de amor próprio. É preciso compreender que o foco do ciumento patológico NÃO é o outro (a) e seu comportamento. O foco precisa ser quem está sofrendo desse mal.

Por que tenho sempre a sensação de que meu amor encontrará alguém melhor do que eu e vai me trocar? Por que não consigo perceber e acreditar que outras pessoas podem me amar? Por que me admiro e me amo tão pouco? Essas são algumas indagações que todos que estão vivendo esse drama devem se fazer incessantemente. Parem de pensar no comportamento dos parceiros/as e passem a tentar responder essas perguntas até que as respostas sejam encontradas.

ATENÇÃO!!!

Infelizmente, mas comumente , essas pessoas acabam realmente sendo traídas e aí confirmam suas hipóteses e partem para outra relação com a doença ainda mais solidificada. Isso acontece exatamente porque a autodesvalorização e as brigas constantes levam à falência o sentimento amoroso.

Não podemos ser amados se não nos amamos.

Não podemos ser respeitados se não nos respeitamos.

Não podemos ser valorizados se não nos valorizamos.

Logo, se estão sofrendo desse mal, não percam tempo. Busquem ajuda rápido. O amor não é um sentimento incondicional.

Psicóloga Camila Jardim | CRP 03/19074

Contato 73 998341786

Instagram @camilajardim.psi

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