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SUSPENSÃO DAS AULAS DURANTE A PANDEMIA: efeitos nas crianças e adolescentes

Hoje trataremos sobre os efeitos da suspensão das aulas durante a pandemia em relação as crianças.

Tu isso, vai além do mero tédio ou da falta de socialização, as nossas crianças e adolescentes, podem sofrer sérias consequências cognitivas, acadêmicas e emocionais. E o que é mais sério, esse impacto abre uma lacuna ainda mais evidente entre pessoas mais favorecidas e aquelas com menos recursos.

Temos, por um lado, o drama da própria doença e seus efeitos devastadores sobre nós. Há também as histórias pessoais de cada família, com a angústia pelo futuro, a incerteza do que acontecerá amanhã.

As crianças e os adolescentes vivem essa realidade em silêncio, processando-a à sua maneira e sofrendo uma das consequências mais marcantes desse momento: o fato de não ter aula.

A falta de escolaridade regular pode ser mais grave em crianças mais novas, especificamente naquelas que ainda estão passando pelo processo de alfabetização.

Entre 4 e 7 anos de idade, as crianças dão um grande salto qualitativo no qual os processos cognitivos, motores, executivos e de atenção precisam desse apoio contínuo para estabelecer habilidades de escrita e leitura.

Evidentemente, elas podem continuar esse processo em casa. Se o apoio por parte da família for adequado, eles não serão afetadas. Mas caso esse apoio não exista, elas poderão sofrer um atraso na integração dessas competências.

Outro efeito de não ter aula durante a pandemia afeta principalmente os pré-adolescentes e adolescentes.
Nesse período, é muito comum que eles se isolem com relativa facilidade. Optar por ficar em seus quartos e passar horas conectados à internet, mas sem concluir suas tarefas acadêmicas, constitui outro perigo.

As famílias são forçadas a supervisionar sua rotina, verificando se continuam estudando, fazendo a lição de casa… Tudo isso pode ser exaustivo e causar conflitos.
O confinamento está forçando os pais a supervisionarem e assim ajudar os professores. Em alguns casos, isso não representa um problema. No entanto, nem todo mundo está preparado, nem todo mundo tem paciência ou, pelo menos, a capacidade de deixar de lado suas próprias preocupações para ser uma ferramenta hábil para auxiliar seus filhos a continuarem progredindo academicamente.

A exclusão digital é um fato. Sabemos que a educação à distância é uma opção e que, se as aulas não puderem ser ministradas presencialmente, existe outra alternativa: a virtual.
No entanto, é preciso lembrar que nem todas as famílias têm os mesmos recursos. Existem milhões de crianças em todo o mundo que não têm acesso a um computador em casa para acompanhar as atividades escolares.

Psicóloga Camila Jardim CRP 03/19074
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