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Medidas de biosseguridade contribuem para redução do uso de antibióticos em aves de corte no Reino Unido

Convidado pela Biomin, o médico veterinário Daniel Parker destaca que a iniciativa objetiva frear o avanço da resistência microbiana

A série “Antibiotic Reduction”, da Biomin, continua proporcionando conhecimento e avaliação de especialistas sobre o uso de antibióticos na produção animal. Para falar sobre a situação do Reino Unido e explicar a abordagem usada para reduzir o uso de antimicrobianos na avicultura, a empresa convidou Daniel Parker, médico veterinário do Slate Hall Veterinary Practice. Em sua apresentação, o especialista inglês compartilhou sua visão sobre os sucessos recentes da substituição de antibióticos por soluções naturais e apresentou conceitos práticos usados na indústria avícola, responsáveis pela redução de 80% do uso total de antimicrobianos, comparando o período entre de 2012 a 2018, no Reino Unido.

“Durante esses seis anos, a indústria avícola conseguiu reduzir em 80% o uso de antibióticos críticos e importantes. Em 2017, usamos 7,1% do total de antibióticos licenciados para produção animal; em 2012 essa parcela representava 21%”, aponta Daniel Parker.

Para o especialista, entre os desafios para a redução do uso de antimicrobianos está o investimento em infraestrutura. A aplicação correta dos protocolos de biosseguridade, o monitoramento da umidade, a temperatura e a qualidade da cama resultam em um ambiente menos propício ao aparecimento de doenças.

Muitos patógenos infectam os animais através do trato gastrointestinal. Então, a saúde e boa integridade dos intestinos é uma “barreira de proteção”, disse Parker. “As células epiteliais ficam juntas, impedindo a translocação destes microrganismos nocivos do intestino para a corrente sanguínea. Foi comentado que o estresse térmico por calor e a presença de micotoxinas podem levar a alterações no epitélio intestinal. O aumento do calor e micotoxinas como as Fumonisinas podem separar as células do tecido intestinal, deixando o caminho livre para a infecção”, alerta o médico veterinário. Para ele, a chave está em melhorar a saúde intestinal das aves com a aplicação de soluções naturais na nutrição, como probióticos, prebióticos, óleos essenciais e ácidos orgânicos.

“O esforço para promover a correta administração das soluções naturais em substituição aos antibióticos vai além do objetivo intermediário de reduzir o uso de antimicrobianos. É sobre a necessidade de ter medicamentos disponíveis que garantam saúde e bem-estar para humanos e animais. Acima de tudo, os esforços visam reduzir a ocorrência de resistência microbiana, que ameaça o arsenal limitado de antibióticos que temos disponíveis para tratar doenças”, analisa o especialista inglês.

ITAMARAJUNEWS.COM.BR | Giovanna Borielo

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