Home / Entretenimento / Mofo, umidade, rachaduras e infiltrações: como a chuva afeta as moradias

Mofo, umidade, rachaduras e infiltrações: como a chuva afeta as moradias

Arquiteto baiano Márcio Barreto explica o que pode ser feito para se proteger nesta época do ano.

Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que aproximadamente 80% dos transtornos que acometem a estrutura interna de uma edificação têm suas origens na umidade. Potencializado em períodos de chuva, a umidade interfere diretamente no conforto de um espaço, seja por questões estéticas ou na saúde física dos seus moradores.

Apresentando riscos para toda a família, problemas com a falta de ventilação no espaço; variação de temperatura interna – principalmente baixa temperatura ambiente acompanhado de chuva; e problemas na construção – como a falta de impermeabilização, infiltrações e rachaduras, estão entre as principais causas na ocorrência de mofo e proliferação de bactérias nos espaços internos.

“Problemas de infiltração são muito visíveis em momentos de chuva, que é justamente quando a população decide resolver o problema de forma paliativa, aguardando o período de sol para fazer o reparo externo e sanar o infortúnio. Porém, como o problema não aparece no período de sol, muitos esquecem de fazer o reparo definitivo, sofrendo novamente com o próximo período de chuvas”, explica o arquiteto Márcio Barreto.

Ocorre que a incidência de chuvas pode ocasionar umidade excessiva nos ambientes, que se apresentarão através de manchas escuras, bolhas na pintura e gotejamento no teto ou parede. Quando situações como essas ocorrem, o primeiro passo é identificar a origem do problema. “Muitas vezes as pessoas acabam corrigindo apenas o aspecto visível da infiltração, refazendo a pintura e tendo a sensação de que o problema foi resolvido”, explica o arquiteto.

Diretor do escritório Arquitetura do Barreto, palestrante e vencedor dos prêmios Portobello + Arquitetura, Destaque Sustentabilidade Nacional em 2018, e ambiente destaque nos sete conceitos da Mostra Morar Mais por Menos – edição Salvador 2018, Márcio Barreto defende a necessidade na busca de um profissional técnico qualificado para resolver as situações de forma definitiva.

Se o período é de chuva e precisa ser feito algo emergencial, a solução é tratar o problema internamente, retirando a pintura e massa do trecho danificado, impermeabilizando e fazendo uma pintura com tinta. No entanto esse é um paliativo, pois para resolver o problema é preciso tratar a área externamente, eliminado a fissura e/ou pontos de entrada de água”, conclui Barreto.

Para pautas, entrevistas e informações, acesse o site arquiteturadobarreto.com ou a página do Instagram @arquiteturadobarreto.

Facebook Comments

Sobre Gildo Ramos Cunha

x

Check Also

Especial Dia da Consciência Negra

DESCRIÇÃO DO EVENTO O grupo de comediantes baianos se reúne em noite especial de stand-up ...

Com crochê, ateliê baiano desfilará pela primeira vez no São Paulo Fashion Week

Ateliê Mão de Mãe será um dos destaques no maior evento de moda do Brasil ...

Espaço de voz à diversidade, Colaboraê sedia o Ocupa 2021, com Silla Maria Filgueira

Idealizado pela CRIATIVOS, com apoio da Colaboraê, edição traz a mulher trans, estilista e modelista ...

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com