Somente 10% dos bovinos são confinados. Há espaço para crescimento

Consultor técnico da Trouw Nutrition destaca o planejamento alimentar como
base para bom retorno econômico do sistema de terminação intensiva.O número de bovinos confinados no Brasil aumenta de forma significativa.
Segundo estimativas, varia de 4,5 a 5 milhões de cabeças por ano. E a
tendência é de crescimento constante. De outro lado, a área de pastagem
diminui proporcionalmente. Neste cenário, a pecuária precisa ser cada vez
mais produtiva e o confinamento é uma técnica eficaz. “A terminação
intensiva no Brasil ainda tem muito espaço de crescimento e aprimoramento.
Atualmente, representa em torno de 10% a 12% do total de bovinos abatidos.
Nos Estados Unidos, é praticamente 100%”, informa o dr. Marco Antônio
Balsalobre, consultor técnico da Trouw Nutrition.
Para Balsalobre, o pecuarista precisa enxergar o sistema de terminação
intensiva como uma ferramenta que proporciona sustentabilidade e lucro ao
negócio. “O processo de intensificação da produção gera ganhos ambientais,
sociais e econômico. O pecuarista aumenta seu patrimônio, capital de giro e
rebanho. A intensificação representa aumentar a produção por hectare em
quilos de carne produzida”, explica o consultor, destacando a necessidade de
usar tecnologias nutricionais para potencializar o ganho de peso dos animais
durante o confinamento. Além disso, a terminação intensiva também é uma
ferramenta para melhorar a qualidade das carcaças, o que significa
bonificação adicional do frigorífico.
O especialista explica a melhoria da produtividade está diretamente ligada
ao aumento do número de cabeças por hectare e/ou melhoria do ganho de peso
por meio da suplementação. “O ideal é a combinação desses dois indicadores.
Quando associamos adubação, manejo de pastagens e suplementação, os
resultados são excelentes, assim como o retorno econômico ao negócio”,
destaca o consultor técnico da Trouw Nutrition.
Importante destacar que há um ponto ótimo de lotação de animais por área
para ter ótimo ganho de peso. Depois desse ponto, quanto mais o produtor
aumenta o rebanho menor é o ganho de peso por animal. “É aí que entra a
suplementação para compensar a menor área por animal”, diz Marco Antônio
Balsalobre. Ele destaca que toda forma de intensificação tem suas
exigências, mas o planejamento alimentar ainda é o calcanhar de Aquiles em
muitas fazendas.
ITAMARAJUNEWS.COM.BR | Giovanna Borielo

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