O mercado internacional de petróleo registrou uma forte queda na noite desta terça-feira (7), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a suspensão temporária de ações militares contra o Irã por um período de duas semanas.
A decisão teve impacto imediato nos preços globais. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, chegou a cair cerca de 16%, sendo negociado próximo de US$ 94 o barril, após ter fechado anteriormente perto de US$ 110. Já o WTI (West Texas Intermediate), principal referência nos Estados Unidos, também recuou na mesma proporção, ficando abaixo de US$ 97, marcando o maior tombo em quase seis anos, conforme dados do mercado financeiro.
O movimento de queda foi impulsionado pelo anúncio de um acordo de cessar-fogo temporário, confirmado pelo Irã, que sinalizou ainda a reabertura do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo.
A reabertura do estreito é considerada estratégica para a estabilidade do mercado, já que o bloqueio imposto anteriormente pelo Irã havia reduzido drasticamente o fluxo de navios petroleiros, provocando uma disparada nos preços da commodity nas últimas semanas.
Em declaração oficial, Trump condicionou a manutenção da trégua justamente à retomada das operações no Estreito de Ormuz, indicando que a normalização do fluxo marítimo é fundamental para conter a volatilidade no setor energético.
Além do impacto global, a redução nos preços do petróleo também tem reflexos diretos no cenário político dos Estados Unidos, onde o aumento dos custos de energia vinha gerando desgaste junto ao eleitorado e poderia influenciar as eleições legislativas previstas para este ano.
Com a trégua em vigor e a retomada parcial do fluxo no Golfo Pérsico, o mercado agora acompanha os desdobramentos do acordo e a possibilidade de estabilização duradoura nos preços do petróleo.
