A expectativa é que essa mudança estimule a criação de novos postos de trabalho, uma vez que as empresas precisão readequar seus quadros para cobrir os períodos de folga estendida.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Conforme as diretrizes da nova política de trabalho, o Ministro do Trabalho anunciou nesta quinta-feira (30), durante uma coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília, que qualquer jornada que ultrapasse as 40 horas semanais será considerada hora extraordinária com o fim da escala 6×1. A medida integra o pacote de modernização das leis trabalhistas que busca equilibrar a vida profissional e pessoal dos brasileiros. O governo assegurou que a transição será gradual, permitindo que os setores produtivos adaptem suas escalas de revezamento sem comprometer a sustentabilidade dos negócios.
A nova diretriz estabelece que o limite máximo de trabalho semanal passará por uma redução progressiva, visando atingir o padrão de cinco dias de trabalho para dois de descanso em diversas categorias. O ministério destaca que a fiscalização será intensificada para garantir o pagamento correto das horas extras, coibindo práticas de banco de horas que não sejam devidamente acordadas em convenções coletivas. A expectativa é que essa mudança estimule a criação de novos postos de trabalho, uma vez que as empresas precisão readequar seus quadros para cobrir os períodos de folga estendida.
O impacto econômico da proposta tem sido objeto de intenso debate entre representantes das centrais sindicais e entidades patronais. Enquanto os trabalhadores celebram a conquista histórica por mais tempo livre e saúde mental, o setor de serviços e o comércio manifestam preocupação com a elevação dos custos operacionais e a necessidade de contratações adicionais. O governo, no entanto, defende que a melhora na produtividade e o aumento do bem-estar dos funcionários compensarão os ajustes iniciais, colocando o Brasil em conformidade com as tendências globais de redução de jornada nas economias desenvolvidas.
Reportagem, Max Gonçalves
